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Rua Gonçalves Dias, 34
Petrópolis, Rio de Janeiro
tel: (24) 2245-4316

horário:
sexta a domingo de 11h às 17h

caixa postal 50060
20.050-971
Rio de Janeiro/RJ - Brasil

 
Zweig, muito além do suicídio - Benjamin Moser sobre nova biografia
A consciência do final infeliz de Stefan Zweig (1881-1942) muitas vezes distorce a noção que se tem sobre sua vida e obra. Sua trajetória vigorosa, que ele narrou em livro de memórias a ser reeditado no Brasil, desafia biógrafos mundo afora, como George Prochnik, autor de livro sobre o austríaco recém-lançado nos EUA.
Clique para ler artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo em 22 de junho do escritor americano Benjamin Moser, autor de uma biografia sobre Clarice Lispector. O texto é uma versão adaptada de artigo publicado na revista "Bookforum".

A Coleção Invisível ganha prêmio no 12º Brazilian Film Festival de N. York
O diretor Bernard Attal recebeu o troféu Lente de Cristal pelo longa A Coleção Invisível (2013) no 12º Brazilian Film Festival de Nova York (1º a 7 de junho). Baseado no conto homônimo de Stefan Zweig, o filme de Attal foi escolhido pelo público como o melhor filme da competição. O filme apresenta Vladimir Brichta pela primeira vez como protagonista e Walmor Chagas em seu último longa-metragem. O longa já recebeu treze prêmios no circuito dos festivais, inclusive oito de melhor filme em Gramado, Lisboa, Bogotá, Anápolis (Goiás), Newport Beach (EUA) e Paris. 
Zweig e a princesa Leopoldina, hoje à noite no canal ORF, na Áustria
Maria Leopoldina da Áustria e o escritor Stefan Zweig foram os imigrantes austríacos mais célebres no Brasil. Clique para ler a programação (em alemão).

New York Times: o boom mundial de Stefan Zweig
Novas edições de sua obra estão sendo publicadas, outras adaptadas para a grande tela, biografias reeditadas: nas décadas entre as duas guerras mundiais, nenhum escritor foi mais lido e traduzido do que Stefan Zweig, que vive um "boom" no mundo inteiro. Clique para ler o artigo de Larry Rohter, ex-correspondente no Rio de Janeiro, no New York Times.



Wilhelm Wöller, um expressionista no Rio
Quem o degenerado – o tirano furioso que abomina a liberdade ou o artista que avança em direção da verdade?
Quem o degenerado – aquele que fecha, esconde e amordaça ou aquele que abre janelas e oferece escolhas?
Quem o degenerado – aquele que espanca, persegue, tortura e mata ou aquele que se dedica à vida?
Quem o degenerado – o que vive nas trevas ou o que oferece luz?
Degenerado enxota, expulsa, exila: proibido de exercer a sua arte, o expressionista alemão Wilhelm Wöller fugiu da pátria, teve quadros vandalizados, morreu precocemente.
Graças à família Junqueira, a Casa Stefan Zweig cumpre o seu dever como Memorial do Exílio e divulga a obra de um entre tantos artistas que hoje seriam reconhecidos, se degenerados não tivessem assumido o poder.



Zweig, prodígio do mercado editorial
"O escritor austríaco é um verdadeiro fenômeno: só em 2013, 160 edições diferentes de títulos seus estavam nas livrarias na França. Stefan Zweig é um dos raros autores que teve um imenso sucesso após seu suicídio com sua mulher Lotte, em fevereiro de 1942. Sua posteridade é eterna", escreve Mohammed Aïssaoui na revista Le Figaro (clique para ler artigo em francês).
Exposição em Viena reúne cartas raras e mostra Zweig em dois filmes
O exílio é o fio condutor da exposição Stefan Zweig. Despedida da Europa no Museu de Teatro de Viena. Suas últimas obras - a novela Xadrez e a autobiografia O mundo de ontem são o leitmotiv da mostra, com curadoria do diretor do Centro Stefan Zweig de Salzburg, Klemens Renoldner e concepção gráfica de Peter Karlhuber, que pôs em relevo o antagonismo entre o mundo burguês do final do século XIX e o drama da emigração. Entre os vários itens inéditos estão textos de Frank Kafka e Thomas e Klaus Mann que faziam parte da fenomenal coleção de manuscritos que pertenceu ao próprio Zweig e foi doada ao Theatermuseum. Mas o ponto alto são as raríssimas imagens do escritor em dois momentos: num deles, Zweig aparece rindo e beijando as maos de senhoras no Festival de Salzburgo, o outro mostra o escritor em Moscou durante um evento pelo centenário de Tolstoi, para o qual Zweig foi convidado em 1928 pelo escritor russo Maxim Gorki. O livro-catálogo da exposição custa 29 euros, tem 304 páginas e foi organizado por Klemens Renoldner. 
Clique para ler a matéria que saiu (em alemão) no jornal austríaco Kurier.

Festival "15 x Áustria" até sábado, 5 de abril na Cidade das Artes
Segue até sábado, 5 de abril, na Cidade das Artes na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o festival "15 x Áustria", organizado pela Embaixada da Áustria. Além uma exposição do mobiliário de Michael Thonet - que desenhou em 1859 a famosa cadeira Thonet - o evento inclui filmes e concertos com repertório de compositores e/ou intérpretes austríacos. Clique para ver a programação completa do evento.
Duo Gilson Peranzzetta
Campeonato de xadrez com Mequinho na CSZ
Filme dedicado a Stefan Zweig abre Festival de Berlim
The Grand Budapest Hotel, filme do diretor americano Wes Anderson dedicado a Stefan Zweig, abriu o festival internacional de cinema de Berlim na última quinta-feira, sendo saudado pela crítica. A trama gira em torno do cotidiano do porteiro do hotel, Monsieur Gustave (Ralph Fiennes).
"A minha ideia era fazer um filme com a minha própria versão das ficções de Zweig", disse Anderson, admirador de Zweig. Numa das primeiras cenas, há uma referência ao livro Coração impaciente (Ungeduld des Herzens), quando um escritor (Tom Wilkinson) diz que a parte boa de escrever como ofício é que ele não tem de se preocupar em ir atrás das histórias, pois elas vêm "naturalmente" até ele.

Autógrafo de Zweig no Museu Imperial de 28/8/1941
No dia depois de desembarcar definitivamente no Rio de Janeiro (27/8/1941), vindos de Nova York, Stefan e Lotte Zweig já estiveram em Petrópolis e visitaram o futuro Museu Imperial, que somente viria a ser aberto ao público em 1943. O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferrreira Junior, nos enviou uma valiosa contribuição: o autógrafo de Stefan Zweig de 28 de agosto de 1941 no livro de registros da funcionária Maria Angelina, que colhia impressões de visitantes ilustres do Museu Imperial em seu diário pessoal.O diretor explicou que Alcindo Sodré, fundador e primeiro diretor, convidava personalidades para conhecerem o "projeto de museu" como estratégia de divulgação. O livro de registros contém ainda assinaturas de personalidades como Cândido Portinari, Gago Coutinho, Getúlio Vargas, a pintora Djanira e outros. Para o presidente da CSZ e biógrafo de Zweig, Alberto Dines, é a prova irrefutável de que os casal desembarcou e logo subiu a serra para procurar uma casa. Os Zweig se mudaram para Petrópolis em meados de setembro de 1941 e ali ficaram até o suicídio, seis meses depois.


A carta ao Papa
Assim como o embaixador brasileiro Luis Martins de Souza Dantas, o cônsul português Aristides de Sousa Mendes também salvou a vida de centenas de judeus na Segunda Guerra Mundial. Reportagem exclusiva da SIC mostra um dossiê com uma carta de Sousa Mendes ao Papa Pio XII, contando como contrariava ordens de Lisboa e caiu no ostracismo junto ao governo de Salazar. O Papa nunca respondeu. Uma cópia da carta foi agora descoberta por um neto e entregue ao Papa Francisco. Clique para ver a reportagem.
Nova edição de Momentos estelares na Inglaterra
A Pushkin Press publica uma nova tradução de Anthea Bell para o inglês de uma das obras mais conhecidas de Stefan Zweig, Sternstunden der Menschheit (Horas estelares da humanidade. O volume, que carrega o título - algo apelativo, por lembrar uma série de TV - de Shooting Stars, 10 Historical Miniatures, só traz 10 das 12 "Miniaturas históricas" de Zweig. Faz parte do projeto da Pushkin Press de trazer a obra de Zweig para o público leitor inglês, respondendo àquilo que a própria editora chama de "zweigmania". Clique para mais informações sobre esse lançamento.

CSZ em Le Figaro
A quem pertence a memória de Stefan Zweig? Assim começa o artigo publicado no jornal francês Le Figaro sobre a Casa Stefan Zweig. Clique e leia.
"A coleção invisível" no Museu Lasar Segall em Sao Paulo
O filme de Bernard Attal, baseado em um conto homônimo de Stefan Zweig, pode ser visto diariamente às 17h no Museu Lasar Segall.
Seminário em Curitiba homenageia Julian Tuwim
Julian Tuwim (1894–1943)  foi um dos mais célebres poetas e tradutores poloneses. Fundou o grupo Skamander e escreveu vários livros de literatura infantil. Durante a Segunda Guerra, ficou exilado em diversos países, permanecendo nos anos 1940-1941 em Portugal e no Brasil, onde iniciou Flores polonesas, uma de suas obras mais importantes. Para celebrar o centenário da estreia literária e o 60° aniversário da morte de Julian Tuwim, a Polônia proclamou 2013 como o Ano de Julian Tuwim.
Em Curitiba, o seminário "Pelas veredas da poesia polonesa do século XX" na Universidade Federal do Paraná começou na última sexta-feira, 22/11, com a palestra “Dizem que é a mais bela cidade do mundo “ - Julian Tuwim no Rio de Janeiro, do professor Wojciech Ligęza da Uniwersytet Jagielloński de Cracóvia. O professor Marcelo Paiva de Souza falou sobre as traduções brasileiras de Julian Tuwim. 
O evento prossegue hoje e amanhã, sempre às 18h30.
Lançamento livro e exposição na Casa Stefan Zweig em Petrópolis

Germanistas conhecem a CSZ
Um grupo de dez germanistas que participam, no Rio, de uma conferência organizada pelo DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst - Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico), esteve na Casa Stefan Zweig no dia 3 de setembro de 2013.

Alunos visitam CSZ
Três grupos escolares visitaram a CSZ na semana passada, acompanhados de professores: 34 alunos da Escola Stefan Zweig, com a diretora (23/8), 33 alunos do ensino médio do Colégio Estadual Rui Barbosa, com um professor (30/8) e 30 alunos do ensino fundamental do Colégio Estadual Princesa Isabel (ambos no dia 30/8).
Ministro alemão da Cultura visita a Casa Stefan Zweig
O ministro alemão para Cultura, Bernd Neumann, visitou a Casa Stefan Zweig no último sábado, 17 de agosto, na companhia do cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Harald Klein. Há dois anos, a CSZ ganhou apoio financeiro para a reforma através do programa Kulturerhalt, do ministério das Relações Exteriores.

Cartas de SZ para Lotte
Acaba de sair na Alemanha o novo livro de Oliver Matuschek com as cartas de Stefan Zweig para Lotte. Clique para ler o artigo de Andreas Isenschmid (em alemão) no jornal Die Zeit.
A coleção invisível, de Bernard Attal, ganha 4 prêmios em Gramado
Filmado em Itajuípe, no sul da Bahia, A coleção invisível, de Bernard Attal, inspirado no conto homônimo de Stefan Zweig, foi quatro vezes premiado no Festival de Gramado. Ganhou prêmio de melhor filme pelo júri popular e os Kikitos de melhor atriz coadjuvante, com Clarisse Abujamra, e melhor ator coadjuvante, com Walmor Chagas, falecido em janeiro. O filme conta a história do filho da dona de uma loja de antiquário. A crise leva Beto (Wladimir Brichta) a Itajuípe à procura de coleção de gravuras adquirida pelo colecionador Samir (Walmor Chagas).  
Há 80 anos, Romain Rolland convocou Zweig a combater o antissemitismo
"...Uma grande voz judaica precisa se erguer, espera-se o seu grito patético – grito de dor, de orgulho justo e de acusação. O mundo espera por isso. Ela precisa falar, sem se preocupar com todos os “de que adianta”?, os falsos escrúpulos, a preocupação de poupar os irmãos ameaçados da perseguição. A questão de Israel inteira está em jogo. Por que digo isso, eu que não faço parte? Se alguém tem a honra de pertencer a um povo tão antigo e vilipendiado, deve assumir isso em alto e bom som e jogar a afronta de volta para os perseguidores... Meu amigo, se for a Londres, fale! Fale por todos aqueles que não falam! Pelo seu povo! E isso significa agora: pela humanidade!.”
Esta dramática convocação de Romain Rolland ao pupilo Stefan Zweig completa hoje 80 anos e nos remete com surpreendente vigor àqueles tempos sombrios, permeados de vacilações e dúvidas. É talvez um dos textos mais intensos produzidos por esta figura impregnada de nobreza e humanidade, autor de Jean Christophe, Nobel de Literatura de 1915.
Rolland pressentiu a Solução Final quase uma década antes de ser posta em prática. Queria que uma voz judaica se levantasse para denunciar a armação.
Stefan Zweig demorou dois anos para atender à convocação do mestre, seu horror à luta partidária – na ocasião protagonizada entre comunistas, social-democratas e liberais no enfrentamento contra Hitler – impediu-o de perceber as premonições contidas no apelo.
Em 1935, preparou a minuta de um manifesto (o único que jamais escreveu) a ser assinado por intelectuais judeus de fala alemã. Enviou-a a Albert Einstein e Max Brod entre outros. Ficou nas gavetas, sem resposta. A íntegra deste manifesto está incluída no volume de ensaios de Stefan Zweig, Mundo Insone, a ser lançado em setembro pela Zahar.
Alberto Dines, 23 de julho de 2013.
Ciclo de filmes na CSZ
Ópera sobre o conto Xadrez na Alemanha
O compositor Cristóbal Halffter colhe aplausos em Kiel com a sua versão para ópera de um dos mais famosos textos de Zweig. Clique para ler a reportagem (em alemão) do jornal Die Welt.
Morte no Paraíso (4a edição) e nova tradução de Maria Antonieta
Zweig em alta: a editora Rocco lança nova edição da biografia Morte no Paraíso, de Alberto Dines e a editora Zahar, Maria Antonieta, de Stefan Zweig (Zahar). No sul do país, a L&PM relança Brasil, um país do futuro.
Clique sobre este texto para ler a matéria que saiu na Folha de S.Paulo na edição de 15/4/2013.


Casa Stefan Zweig, patrimônio de Petrópolis
"A Casa Stefan Zweig, em Petrópolis dispensa comentários, e visitá-la é redescobrir a emoção e a história", escreve-nos um dos visitantes da casa-museu que já faz parte da paisagem cultural da cidade serrana. Clique para ler reportagem no G1 Região Serrana.
Por que SZ é o escritor mais lido na França?
Setenta e um anos depois do suicídio, a obra de Stefan Zweig, que caiu esse ano em domínio público, é um "maná" para os editores franceses. Os números impressionam: 120 mil exemplares vendidos da reedição de Carta de uma desconhecida (Lettre d'une inconnue, Stock) em 2009; 300 mil exemplares vendidos de Viagem ao passado (Le Voyage dans le passé, Grasset) em 2008; 160 mil exemplares vendidos da biografia de Maria Antonieta em 2009...:
Clique para ler a matéria que saiu no Nouvel Observateur (em francês)
CSZ oferece curso de xadrez
Vinte alunos de escolas petropolitanas participaram no dia 20/4 da inauguração do tabuleiro gigante na Casa Stefan Zweig, onde o escritor austríaco morou e escreveu o conto Xadrez. Os enxadristas Bruno Wilbert e Tiago Sobreira Barbosa, de Petrópolis, enfrentaram a jovem gaúcha Thauane de Medeiros, que jogou em 2011 com o campeão mundial Garry Kasparov. O vencedor do campeonato CSZ foi Rômulo Felipe Dalia Santos.
A partir de 27/4 a CSZ oferece um curso de iniciação ao xadrez de 3 meses de duração, ministrado pelo professor Bruno Wilbert, sempre aos sábados. A 1ª turma (15h às 16h) é para alunos de 7a 12 anos. A 2ª turma (16h às 17h), para alunos de mais de 13 anos. O curso é gratuito, com direito a diploma.
Inscrições podem ser feitas pelos telefones (24) 2245-4316 de 6ª a dom, 9h-17h e (24) 8852-7820, com Dora ou Lúcia.
A CSZ disponibiliza um espaço permanente para o jogo de xadrez, aberto ao público nos dias de funcionamento (sexta, sábado e domingo, de 11 às 17h.
Clique para ler a matéria que saiu no G1 Região Serrana.
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O eterno retorno da obra de Zweig
Veja  a matéria de Pedro Sprejer no blogo do suplemento Prosa & Verso de O Globo no sábado, 14/4/2013: Alberto Dines organiza coleção do austríaco e lança nova edição de sua biografia do escritor que retratou figuras históricas e se encantou pelo Brasil
...enquanto isso, em Genebra...
... os livros do autor austríaco também fazem sucesso, como mostram as fotografias de Renato Bromfman.



Parlamentar alemão visita CSZ
Em viagem pelo Brasil e Uruguai, o deputado alemão Reiner Deutschmann (FDP) visitou Casa Stefan Zweig em Petrópolis e o túmulo de Zweig e sua segunda mulher Lotte. Abaixo, com a gerente da CSZ, Dora Martini.
Stefan Deutschmann e a diretora do CSZ Dora Martini
© Consulado Geral da Alemanha do Rio)
Autor best seller traduzido para mais de 50 idiomas
Stefan Zweig foi um escritor best seller cujas obras foram traduzidas em mais de cinquenta idiomas. Desde 1925, nenhum outro autor vendeu tantos livros, nem sequer Thomas Mann. Qual o segredo do sucesso? Leia a coluna de Luis Fernando Moreno Claros na parte cultural do jornal El País (em língua espanhola).
Zweig e o otimismo
Leia artigo do economista André Lara Resende publicado no último número da revista Piauí.
Veja aqui documentário da TV Brasil sobre Zweig
Clique para ver Paraíso Utópico, documentário de 52 minutos sobre Stefan Zweig, dirigido por Ricardo Miranda. O filme se baseia no livro Brasil, um país do futuro, em que o escritor narra suas impressões acerca do país, suas belezas naturais, sua gente amável, a miscigenação, os contrastes e a cultura. 
O fio condutor de Paraíso Utópico são entrevistas realizadas com o jornalista Alberto Dines, o psicanalista Paulo BlanK, a jornalista e tradutora Kristina Michahelles, a professora de história da USP, Karen Lisboa e o professor de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF), Tunico Amâncio. O documentário foi gravado em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Petrópolis e também conta com imagens de arquivo da TV Brasil, da Rede Minas, de Belo Horizonte, da TV Cultura, de São Paulo, e da Cinemateca Brasileira. Os atores Taciana Brown Sampaio, Suzana Castelo, Marceu Valadares e José Wendel fazem a leitura de texto de uma das obras do autor, a novela Medo.
Cinemateca encerra mostra sobre Zweig

Não foi a primeira: o Stefan Zweig Centre de Salzburg teve a primazia com a sua mostra de filmes inspirados na obra do escritor realizada em julho/agosto de 2010.
A iniciativa da Cinemateca Brasileira agora encerrada (S. Paulo, 5-9 de dezembro) destaca-se da outra porque apresentou, junto com três clássicos da zweiguiana cinematográfica, dois inéditos: o longa de ficção A coleção invisível, do franco-baiano Bernard Attal e o documentário de Ricardo Miranda, Paraíso utópico, produzido pela TV-Brasil.
Carta de uma desconhecida de Max Ophuls (Hollywood,1948), Segredo Ardente de Robert Siodmak (Alemanha, 1933) e O último obstáculo -- ou Uma partida de Xadrez -- de Gerd Oswald (Alemanha, 1960) são as versões cinematográficas mais conhecidas entre as cerca de 40 produções listadas por Randolph Klawiter, o grande bibliografo de Zweig.
Coleção Invisível, escrita durante a alucinante inflação alemã (1924) foi adaptada duas vezes no pós-guerra. A versão do estreante Bernard Attal é uma extraordinária façanha em matéria de reaproveitamento porque se inspirou no que Zweig tem de melhor -- a trama surpreendente e impactante – e a deslocou para cenários e circunstâncias situadas nos antípodas. O documentário de Ricardo Miranda é uma inspirada tradução de grande valor pictórico do livro de Stefan Zweig que deu um sobrenome ao Brasil, “o país do futuro”.
O evento da Cinemateca Brasileira, o templo da cinefilia brasileira em S. Paulo, com o apoio do Instituto Goethe e da Casa Stefan Zweig, foi realizado com esmero e carinho, merece ser reeditado. É outra prova de que Zweig está vivo e continua universal.


 


CSZ no Mapa da Cultura do Estado do RJ
Clique para encontrar a Casa Stefan Zweig no Mapa de Cultura do Rio de Janeiro, que inventaria as manifestações culturais de todo o estado. O mapa é interativo: você pode colaborar com mais informações sobre os artistas, espaços culturais e patrimônios do Estado.
Exposição sobre "Brasil, um país do futuro"

Doze paineis explicativos e vários filmes e vídeos interativos compõem a mostra sobre o livro que marcou para sempre o nome do Brasil. A curadoria é de André Vallias e Alberto Dines. Sexta a domingo, 11h às 17h. Entrada franca. Clique para ler a matéria que saiu no Jornal de Petrópolis.



Semana SZ em Salvador
O Instituto Goethe de Salvador promove uma Semana Stefan Zweig de 19 a 22 de novembro com palestras, filmes e leitura dramática. Será no Cine-Teatro do Goethe-Institut/ICBA e na Academia de Letras da Bahia, com entrada franca. Clique para mais detalhes.
CSZ assina convênio com UCP

Mais de setenta pessoas assistiram na quarta-feira, 31 de outubro, à palestra-aula sobre Stefan Zweig com o jornalista Alberto Dines, autor de "Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig" . O evento inaugurou o convênio assinado na mesma oportunidade entre a UCP e a Casa Stefan Zweig, que, além de palestras e debates, inclui um programa de estágio.

Palestra sobre Zweig e Feder
A flor do exílio: amizade entre Stefan Zweig e Ernst Feder vista a partir do „Diário Brasileiro“ de Feder. Último amigo a ver Stefan Zweig com vida na véspera do suicídio, o jornalista (também refugiado) Ernst Feder fez importante carreira em sua Alemanha natal e no Brasil. Especialista em literatura do exílio, a dra. Marlen Eckl, autora do livro O paraíso está perdido em toda parte (Das Paradies ist überall verloren) tem se dedicado a pesquisar a imagem do Brasil entre os refugiados. Em sua palestra na CSZ, falou sobre partes ainda inéditas do diário de Ernst Feder.
Clique para ver um trecho da entrevista de Marlen Eckl à Rede Petrópolis.
Filme "A Coleção Invisível", inspirado em Zweig, 17/11 na CSZ

"Desde o dia quando eu achei o conto de Stefan Zweig numa pequena livraria até a estreia do filme na mostra competitiva do Festival do Rio na quarta-feira, 3 de outubro, “A Coleção Invisível” terá tomado sete anos da minha vida. Como uma obra de arquitetura, ela é também o fruto de amor e de dedicação de centenas de pessoas, da pesquisa inicial até a cópia final. Então para quem tanto trabalho e tanta devoção? Uma vez, um jornalista fez essa pergunta para Luís Bunuel, a qual o velho cineasta respondeu: “Eu faço filmes para meus amigos”. Bernard Attal, cineasta (clique para ler o depoimento completo).


O filme será exibido na CSZ no dia 17/11 às 16h. Entrada franca.

Ópera: Stefan e Lotte no paraíso

 Uma ópera de câmara escrita a quatro mãos pelo compositor britânico Alan Williams e pelo brasileiro Marcos Lucas que conta os últimos meses da vida de Zweig e Lotte antes do suicídio em 1942 foi apresentada na Universidade de Salford. O libreto de Philip Goulding aborda os temas da perseguição, da migração e do exílio.
Clique para ler mais detalhes deste projeto patrocinado pelo Arts Council England.

Encontro anual da Sociedade Internacional SZ
A Sociedade Internacional Stefan Zweig realizou seu encontro anual na semana passada (21 a 23 de setembro) na cidade de Weimar. Destaques do programa: palestra do Dr. Burkhard Stenzel sobre „Stefan Zweig e Weimar“ e uma leitura dramatizada de Sofie Gross (Salzburg) de um texto de Stefan Zweig, “Unvermutete Bekanntschaft mit einem Handwerk“.

SZ no New Yorker

A última edição da revista New Yorker (27 de agosto) dedica 6 páginas a um artigo de Leo Carey sobre Zweig intitulado The escape artist.



Clique para ler o artigo

Casa Stefan Zweig aberta ao público

Depois de tantos anos de sonho, a inauguração do centro cultural e museu na última morada de Stefan Zweig virou realidade. Mais de 150 pessoas - entre elas o embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer, a embaixadora da Eslovênia, Milena Smit, o cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Michael Worbs, o vice-prefeito de Petrópolis, Oswaldo da Costa Frias, a superintendente de Museus do Rio de Janeiro, Mariana Várzea, e a sobrinha de Lotte Zweig, professora Eva Alberman, seu filho e diversas sobrinhas radicadas no Brasil – homenagearam Stefan Zweig numa linda manha de sábado, 28 de julho.
A Casa Stefan Zweig estará aberto ao público de sexta a domingo de 11h às 17h, com entrada franca até o final de agosto.
Clique para ler o discurso do presidente Alberto Dines.

A última morada
Como viveram Stefan e Lotte Zweig os últimos cinco meses (de setembro de 1941 a fevereiro de 1942) na apertada e úmida casa à Rua Gonçalves Dias 34 em Petrópolis? Com base em cartas escritas por ambos, reconstituímos os principais momentos usando atores e imagens de época, algumas delas inéditas, cedidas pelo Arquivo César Nunes. Clique para acessar o filme de 12 minutos.
Enquanto isso, na Inglaterra...

O English Heritage (órgão que cuida do patrimônio histórico) rejeitou pedido para colocação de uma placa comemorativa na casa em Londres onde Stefan Zweig morou depois de sair de Salzburgo. A alegação é que falta consenso entre críticos sobre sua reputação como escritor.

CSZ abre suas portas

Leia matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo sobre a inauguração do espaço cultural na última morada do escritor austríaco.

Convênio com Superintendência de Museus

A CSZ se qualificou a receber uma importantíssima ajuda do poder público através de um convênio com a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro no valor total de R$ 250 mil a serem desembolsados ao longo dos próximos 30 meses. Os recursos servirão para financiar projetos como oficinas de qualificação de professores e atendimento a alunos da rede pública municipal e estadual.

Site da CSZ inspira HQ sobre Zweig
Nosso site www,casastefanzweig.org foi fonte de inspiração de uma graphic novel desenhada por Guillaume Sorel e roteirizada pelo escritor francês Laurent Seksik sobre a vida de Stefan Zweig no Brasil. “Nunca tive o prazer de visitar o Brasil. Na internet, passei horas pesquisando a vista do Rio dos anos 1940 no site da Casa Stefan Zweig”, declarou o ilustrador ao jornal O Globo de 16/7.
Zweig no encerramento da Flip

Os livros de Zweig continuam na cabeceira de vários escritores. Cristão no mundo árabe e recém-empossado na Academia Francesa, o escritor libanês Amin Maloouf, 69 anos, 36 vividos na França, foi um dos convidados especiais da Festa Literária Internacional de Paraty. Autor de Leão Africano (1986-Bertrand Brasil), O Rochedo de Tanios (Prêmio Goncourt, 1993, Cia. das Letras), O Périplo de Baldassare ( 2000, Cia. das Letras), Maalouf veio pela terceira vez ao Brasil. Participou na Flip da mesa Literatura e Liberdade ao lado do poeta sírio Adonis e ainda debateu o mundo contemporâneo em Brasília, num encontro organizado pelo Itamaraty inspirado em seu ensaio O Mundo em desajuste – Quando nossas civilizações se esgotam ( 2009, Difel). Ainda em Paraty, foi instigado a ler para a plateia em voz alta o trecho de um livro que o havia impressionado ao longo de uma vida mergulhada em literatura (“minha pátria é a literatura”, ele diz). Era um livro de Stefan Zweig. Em entrevista a Norma Couri, ele explicou por quê:
Norma Couri--Durante a Flip, ao ler a passagem de um livro marcante na sua vida, o senhor escolheu Stefan Zweig. Por que Zweig?


Maalouf – Zweig é um de meus autores preferidos, li tudo que ele escreveu. Quando me pediram para escolher uma passagem importante para ler para o público da Festa Literária de Paraty não tive dúvidas: seria um trecho de O Mundo Que Eu Vi, um livro importantíssimo, e um dos mais bonitos que já li.
Norma Couri – O que o marcou nesse livro?
Maalouf - O fato de ser um livro comovente, tocante, em que ele reconta sua vida através de um mundo que desapareceu, o Império Austro-Húngaro, e relata as circunstâncias em que isso aconteceu. O que é mais impressionante, ele entregou ao editor, um pouco antes de morrer junto com sua mulher, os manuscritos do livro escrito em Petrópolis. A mulher, se não me engano, era Lotte...
Norma Couri – Era a secretária dele, e segunda mulher, aliás escolhida pela primeira mulher, Friderike.
Maalouf – (surpreso) Isso eu não sabia, aliás tinha me programado para ir a Petrópolis para saber mais dos últimos dias e da vida do Zweig no Brasil. Mas não deu.
Norma Couri – Sabia da inauguração de um Museu do Exílio, a Casa Stefan Zweig, em Petrópolis, este mês?
Maalouf – Casa Stefan Zweig? Na mesma casa onde ele se suicidou? Não, eu não sabia mas já tinha prometido visitar os túmulos, conhecer a casa, e nem sabia do museu. Na próxima visita ao Brasil irei a Petrópolis, quero muito saber mais sobre Zweig. Li tudo que ele escreveu. Infelizmente não leio português nem alemão. então só poderei ler Morte no Paraíso (Alberto Dines) quando a biografia sair em francês ou espanhol.


Clique e leia outro texto publicado na Folha de S.Paulo.

Deu no Sunday Times
Clique para ler o artigo de Clive Davis sobre Stefan Zweig e Petrópolis em um dos jornais britânicos mais lidos (mais de 1 milhão de exemplares)

Cabaré Literário Stefan Zweig no CCBB, Rio de Janeiro
Mais de 80 pessoas lotaram no dia 18 de abril o auditório do quarto andar do Centro Cultural Banco do Brasil para assistir ao Cabaré Literário que contou a história da vida de Stefan Zweig pontuada por canções que marcaram época. O espetáculo foi concebido, dirigido e apresentado por André Vallias, que compôs um samba-canção inspirado na letra do Último poema de Zweig. Clique para ver o início do espetáculo:

http://www.youtube.com/watch?v=3JCCBw8r2AI

Clique para ouvir "Wien, du Stadt meiner Träume", de Rudolf Sieczynski (1914), interpretada por Servio Tulio (ao piano, Glauco Baptista):

http://www.youtube.com/watch?v=2OSEbjUt3UI&feature=relmfu

Clique aqui para ouvir a canção "In den Kasernen", de Gérard Phillippe, interpretada por Mariana de Moraes e Servio Tulio:

http://www.youtube.com/watch?v=o6lx8z2tQqk&feature=relmfu

Obra em fase final

O museu Casa Stefan Zweig está quase pronto e deve abrir em julho. O bangalô em que o escritor viveu e morreu em Petrópolis, na rua Gonçalves Dias 34, está em fase final de reforma, dependendo ainda de recursos que virão via renúncia fiscal (Lei Rouanet). Na parte interna, faltam as luminárias, o acabamento do assoalho, pintura e o mobiliário de apoio. Veja aqui as fotos da obra

O universo de Zweig visto por um admirador

O escritor e internauta gaúcho Antonio Augusto Mariante Furtado, admirador da obra de Stefan Zweig, mergulhou no universo pictográfico da época e da vida do escritor austríaco. Clique para ver o resultado dessa "viagem" particular. 

Brasileiro e inglês escrevem ópera sobre Zweig
A ideia nasceu em 2010, quando o professor adjunto da UNIRIO e doutor em Música Marcos Lucas visitou o colega Alan Williams na Universidade de Salford, na Inglaterra. Casado com uma petropolitana, Marcos Lucas conhecia bem a trágica história dó exílio e da morte de Stefan e Lotte Zweig. Lucas e Williams decidiram criar uma ópera sobre o tema. O projeto de composição da ópera é decorrente de um pós-doutorado em música na University of Salford, com bolsa de Estágio Sênior concedida pela CAPES.e a estreia poderá acontecer ainda este ano, em setembro.
Flávio Tavares e a novela Xadrez
Um ex-preso político recorda Zweig: durante a ditadura, Flávio Tavares teve, na cela, uma experiência parecido com a do protagonista da novela Xadrez. Leia a carta que escreveu a Alberto Dines.
O Zweig baiano





Há 70 anos, Zweig partia e Gabriela Mistral chorava
Clique para ler homenagem a Zweig no blog de Ariel Palacios, correspondente de O Estado de S. Paulo em Buenos Aires.
Plunket Press: 6 novos títulos de e sobre Zweig em e-book
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Stefan Zweig, 28/11/1881 - 23/2/1942

Faz exatos 70 anos que Stefan Zweig pôs um fim à sua vida em Petrópolis. Das milhares de páginas que escreveu ao longo de sua vida, interrompida aos 60 anos, nenhuma ficou tão famosa quanto a Declaracao, sua carta de despedida, cujo teor reproduzimos abaixo.
Numa caligrafia impecável, o manuscrito final (Zweig chegou a passá-lo a limpo duas vezes) foi doado à Biblioteca Nacional de Israel. Segundo o jornalista e biógrafo Alberto Dines, o original deve ter sido doado pelo seu editor brasileiro Abrahão Koogan. Antes de morrer, em 1991, Koogan doou quase todo o seu acervo à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, mas deve ter encaminhado a Declaracao original para a Israel.
A matéria publicada hoje, dia da morte de Zweig e sua mulher Lotte, pelo jornal Times of Israel (clicar) menciona ainda a correspondência entre SZ e Theodor Herzl, fundador do estado de Israel. Quando Zweig teve de deixar a sua casa em Salzburg, na Áustria, seu grande amigo Hugo Bergmann levou a maior parte de seu acervo para a então Palestina (1934).


Declaração

Stefan Zweig

Antes de deixar a vida, de livre vontade e juízo perfeito, uma última obrigação se me impõe: agradecer do mais íntimo a este maravilhoso país, o Brasil, que propiciou a mim e à minha obra tão boa e hospitaleira guarida. A cada dia fui aprendendo a amar mais e mais este país, e em nenhum outro lugar eu poderia ter reconstruído por completo a minha vida, justo quando o mundo de minha própria língua se acabou para mim e meu lar espiritual, a Europa, se auto-aniquila.

Mas depois dos sessenta anos precisa-se de forças descomunais para começar tudo de novo. E as minhas se exauriram nestes longos anos de errância sem pátria. Assim, achei melhor encerrar, no devido tempo e de cabeça erguida, uma vida que sempre teve no trabalho intelectual a mais pura alegria, e na liberdade pessoal, o bem mais precioso sobre a terra.

Saúdo a todos os meus amigos! Que ainda possam ver a aurora após a longa noite! Eu, demasiado impaciente, vou-me embora antes.

Stefan Zweig
Petrópolis, 22. II. 1942

"Doze pedrinhas. Três pessoas, no mínimo"
Ontem ao meio do dia de um sol quente da terça feira engordada de blocos fui visitar Stefan Zweig em companhia do amigo Jaime Leibovitch. Jaime se protegia em baixo do chapéu de Panamá enquanto eu caminhava ao seu lado usando o gorro colorido que me serve de kipá, querendo redescobrir o caminho até o túmulo do escritor... Espremido entre sepulturas plantadas em solo próprio avistei a lápide e as letras estrangeiras lembrando a grafia do idisch de minha infância. Eram eles. Stefan e Lotte em seu último exilio.
Meu segundo olhar percebeu sobre o mármore as pedrinhas que indicavam outras visitas. Surpresa. No paraíso tropical ainda existe quem se lembre de Zweig a ponto de inclui-lo na contagem dos que contam. Doze pedrinhas. Três pessoas no mínimo (clique para continuar lendo o depoimento do piscanalista Paulo Blank).




Alberto Dines, 80 anos de vida
Parabéns, querido Dines!
Todos nós da equipe da Casa Stefan Zweig queremos prestar a nossa homenagem com carinho e admiração ao biógrafo brasileiro de Stefan Zweig e decano da imprensa brasileira que comemora hoje (19/2/2012) seu 80º aniversário.
O maior presente será a inauguração, em meados deste ano, do projeto sonhado e idealizado por você: o museu e o Memorial do Exílio na casa onde Stefan e Lotte Zweig moraram e morreram há 70 anos em Petrópolis.
Clique para ler as saudações dos seus amigos e colaboradores da CSZ.
Stefan Zweig, 70 anos da morte
O jornal argentino La Nación publicou na sexta-feira, 17 de fevereiro, uma extensa matéria sobre os 70 anos da morte de Stefan Zweig, assim como a dramática carta de despedida da poetisa chilena (e Prêmio Nobel de literatura) Gabriela Mistral, enviada em 3/3/1942 ao editor do suplemento literário do mesmo jornal, Eduardo Mallea (clique para ler).
Caros amigos da Casa Stefan Zweig
Em meados deste ano em que lembramos o 70º aniversário da morte de Stefan Zweig, sua última moradia da Rua Gonçalves Dias 34, em Petrópolis, abrirá as portas. A inauguração deverá ocorrer em julho. Além do museu destinado a preservar a vida e a mensagem do grande humanista, a casa, restaurada ao longo dos últimos anos, abrigará o Memorial do Exílio, acervo documental sobre centenas de escritores, artistas plásticos, músicos, cientistas, professores, publicitários e fotógrafos refugiados no Brasil no período 1933-1945.
Sob o comando do historiador Fábio Koifman montamos um acervo virtual dos refugiados que se destacaram no campo da arte e da cultura brasileiras. Escolha um nome no nosso site (clique sobre a palavra lista) e patrocine uma cadeira de nosso auditório, onde o seu nome ficará associado para sempre ao de um dos construtores do novo Brasil. Mande um email para contato@casatefanzweig.org para mais detalhes.
Stefan Zweig, 130 anos de seu nascimento

Stefan Zweig nasceu no dia 28 de novembro de 1881 em Viena. Clique para ler reportagem (brevemente será traduzida para o português) sobre o local onde o festejado escritor passou os últimos meses antes de pôr um fim à vida.
E clique aqui para ler duas matérias que saíram hoje na mídia austríaca sobre Zweig e os 130 anos de seu nascimento.
Der Standard (arquivo pdf) Der Standard cont. (arquivo pdf)


 

Deu no New York Times, 21/11/2011
Clique para ler o artigo do correspondente Simon Romero. Foi a matéria que gerou mais emails de leitores da Editoria Internacional do jornal. Ela foi republicada também pelo International Herald Tribune..
Reforma da CSZ

A associação CSZ agradece à firma Knauf, que doou placas de gesso de revestimento interno para a obra de reforma da casa na Rua Gonçalves Dias 34. As placas já foram instaladas. Agradece também à firma Landscape, que fará o projeto de paisagismo do jardim frontal da Casa Stefan Zweig. Esta última etapa da obra está recebendo financiamento do governo alemão através do projeto Kulturerhalt (Conservação de cultura).Graças a esse tipo de parceria esperamos poder inaugurar o novo museu a partir de março de 2012.Clique para ver o último relatório fotográfico do arquiteto Mario Azevedo, responsável pela obra (Arquivo pdf)

Zweig no Magazine Littéraire de novembro

A capa da última edição do Magazine Littéraire (número 513, novembro) traz a chamada da publicação da peça Légende d’une vie, informando que se trata de “une pièce inconnue”. Na verdade, ela estreou em Hamburgo, em 23/12/1918. E foi publicada no ano seguinte como Legende eines Lebens: ein Kammerspiel in drei Aufzügen. Foi traduzida para o russo por I.B.Mandelstam (o grande poeta revolucionário) em 1923. Na mesma matéria, a revista anuncia a publicação de um ensaio Stefan Zweig, autopsie d’un suicide de Dominique Frischer.

Simpósio sobre Max Kowalski em Munique

A Escola Superior de Música e Teatro de Munique sediou nos dias 4 e 5 de novembro o simpósio sobre Artistas e emigração: Max Kowalski. Advogado e músico, Max Kowalski (1882 -1956) foi um conhecido compositor de lied do século 20. De Stefan Zweig, Kowalski musicou alguns poemas próprios e de Paul Verlaine, traduzidos pelo escritor austríaco. Kowalski estudou composição com Bernhard Sekles e atuou como advogado de 1909 a 1938, quando foi proibido de trabalhar e enviado ao campo de Buchenwald. Depois, emigrou para Londres, onde sobreviveu em condições precárias e morreu em 1956.
O simpósio foi organizado em parceria com a Universidade Mozarteum (Salzburg) e a Sociedade Internacional Stefan Zweig. Entre outros, Hildemar Holl, presidente da Sociedade Internacional Stefan Zweig, fez uma palestra sobre Kowalski.

Resenha no FAZ sobre cartas entre SZ e Joseph Roth

Um dos jornais mais importantes da Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung, publicou uma resenha que ressalta a importância da recém-publicada correspondência entre SZ e o escritor Joseph Roth.

O mundo em que vivi, agora em formato de eBook
As memórias que Zweig enviou pelo correio ao seu editor poucos dias antes de morrer, em 1942 descrevem a Viena do Império Austro-Húngaro, o mundo entre as guerras e os anos de Hitler. Agora em eBook que pode ser lido em qualquer equipamento (Kindle, Nook, computador, tablet, smart phone). Pode ser encomendado pela Amazon ou Barnes & Noble.
Encontro da Sociedade Internacional SZ
Os pontos altos do anual do encontro da Sociedade Internacional Stefan
Zweig (em Salzburg, de 30 de setembro a 2 de outubro) foram a apresentação do manuscrito de trabalho de Maria Antonieta e a cooperação com a Sociedade SZ da Holanda. Clique para ver a programação (em alemão).
Sai na Alemanha correspondência entre Zweig e Joseph Roth
Qualquer amizade comigo leva ao infortúnio. Este é o título da troca de correspondência entre os escritores Joseph Roth e Stefan Zweig no período de 1927 a 1938  e que sai agora publicada na Alemanha, organizada por Madeleine Rietra e Rainer-Joachim Siegel e com posfácio de Heinz Lunzer. Clique para ver a capa.
 
Reforma avança e museu fica pronto até o fim do ano
As obras de reforma da casa em que Lotte e Stefan Zweig moraram de setembro de 1941 a fevereiro de 1942 estão avançando. A previsão é que o futuro museu Casa Stefan Zweig possa abrir suas portas em data ainda a ser definida entre novembro deste ano e marco de 2012. Clique para ler matéria que saiu no jornal.  Tribuna de Petrópolis
Especial sobre 70 anos de Brasil, um país do futuro
O programa especial do Observatório da Imprensa que lembrou os 70 anos do lançamento do livro Brasil, país do futuro, publicado por Stefan Zweig em 1941, meio ano antes do suicídio duplo em Petrópolis, pode ser visto na página http://www.observatoriodaimprensa.com.br/videos/ultimo

O programa tem entrevistas com o historiador Fabio Koifman, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o escritor Affonso Romano de Sant'Anna.


 


 

Colóquio em Paraty
A iniciativa CASA STEFAN ZWEIG foi apresentado no último sábado, 27 de agosto, durante o Colóquio Internacional Intermediações culturais Brasil/Alemanha em Paraty. Na mesa redonda Utopia e exotismo foi ressaltado o 70o aniversário do livro Brasil, um país do futuro e debatido o difícil relacionamento entre Zweig e Walter Benjamin.

Foi em Paraty que Julia da Silva-Bruhns, mãe de Thomas Mann, passou parte de sua infância. Os planos para criar um centro cultural na casa onde ela morou esbarraram em vários obstáculos, como conta a matéria publicada n’O Estado de S.Paulo (clique).
Resenha: O paraíso está perdido, de Marlen Eckl
Um novo e importante livro sobre os exílados de fala alemã no Brasil está disponível na Alemanha: O paraíso está perdido em toda parte (Das Paradies ist überall verloren). O livro ainda está sendo traduzido para o português. Clique para ler a resenha.
Obra a todo vapor
As obras de reforma da casa em que Stefan e Lotte Zweig moraram em Petrópolis estao avançando a todo vapor. Para recolocar a casa no seu estado original de 1941, quando o casal se mudou para Petrópolis, e adaptá-la à função de museu, o engenheiro Mario Azevedo e sua equipe da M. Marc Arquitetura & Construção tiveram que “descascá-la”, como se vê na sequência de fotos no relatório enviado pelo engenheiro. Mario Azevedo também fotografou a museóloga Priscilline Altoé durante o trabalho de catalogação dos livros e documentos que constituirão o acervo CSZ. O museu Casa Stefan Zweig deve abrir suas portas ao público no final deste ano ou em janeiro de 2012.

Veja aqui as fotos da obra
Regina Monteiro da Silva doa máscara mortuária de SZ
A CSZ recebeu no último dia 29 de junho uma doação importantíssima: uma cópia em bronze da máscara mortuária de Stefan Zweig, feita pelo escultor Dr. Annibal Rodrigues Monteiro, que era também o seu dentista em Petrópolis. A peça foi doada pelos filhos, Regina Maria Monteiro da Silva e Romolo Rodrigues Monteiro, e oficialmente entregue ao presidente da CSZ, Alberto Dines, pela filha do escultor. Terá lugar de destaque no museu que deverá ser inaugurado até o final do ano em Petrópolis. Além da máscara, os filhos do dentista ofereceram a foto original do pai passando o gesso no rosto de Zweig.
Rodrigues Monteiro executou três máscaras mortuárias do escritor a pedido da diretoria de Saúde da Prefeitura de Petrópolis, posteriormente fundidas em bronze pela Fundição Cavina, no Rio de Janeiro. Uma das máscaras originais foi doada em 1993 ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Monteiro também é autor de outros importantes bustos, como o de Oswaldo Cruz, da Princesa Izabel e de Airton Senna.
 
Regina Maria Monteiro da Silva, com Alberto Dines (dir), Beatriz Lessa e Fabio Koifman da CSZ
A Bibliotheca mundi de Zweig em Marburg
Até o dia 16 de outubro, o Museu da Literatura de Marburg apresenta a série de livros intitulada Bibliotheca mundi, organizada por Stefan Zweig para a Insel Verlag. O projeto surgiu em 1919 com o intuito de publicar textos da literatura universal em línguas originais, de acordo com o conceito de Zweig de uma literatura acima das nações, expressão da comunicação espiritual de uma elite intelectual acima da política (clique para obter mais informações sobre a mostra).
CSZ indicada para receber prêmio da Cultura do Estado

 A CSZ concorreu na categoria Petrimônio Imaterial. A cerimônia de premiação foi no último dia 29 de junho, e o ganhador da categoria foi Marcio Roiter com seu museu Art Déco.

Romance de Seksik publicado na Alemanha


O romance de ficção do autor francês Laurent Seksik Les derniers jours de Stefan Zweig (Os últimos dias de SZ) acaba de sair publicado na Alemanha com tradução de Hanna van Laak. A foto utilizada do casal utilizada na capa foi cedida pela Casa Stefan Zweig.
Nova foto doada ao acervo da CSZ
Feder em Weimar
 Uma exposição inaugurada no dia 13 de maio no museu da cidade de Weimar (Stadtmuseum Weimar) homenageia o escritor e jornalista Ernst Feder, que durante o nazismo conseguiu ser salvo graças à ajuda do diplomata brasileiro Souza Dantas e buscou exílio na América Latina. Feder foi o último amigo a visitar Stefan e Lotte Zweig antes do suicídio. A mostra se chama Uma vida de jornalista entre a República de Weimar, o exílio e Goethe e pode ser visitada até 10 de julho. Clique para mais informações (em alemão) sobre a mostra. Abaixo, artigo que saiu no jornal Argentinisches Tageblatt, para o qual Feder escrevia na qualidade de correspondente no Rio de Janeiro.

País do futuro, 70 anos
Há 70 anos, em 1941, pouco após Hitler invadir a URSS, era publicado Brasil, um país do futuro, do judeu austríaco Stefan Zweig, então um dos mais célebres escritores do mundo, exilado no Rio.
"Os "pátria-amada", os "ufanistas" ficarão de cara à banda, pois ninguém até hoje escreveu livro igual sobre o Brasil", provocou o escritor Afrânio Peixoto, no prefácio à edição publicada pela Guanabara.
O livro marcou época, com sua visão idealizada, otimista e romanesca das qualidades e promessas da "civilização brasileira". Graças a ele, firmou-se este bordão a respeito do Brasil: "país do futuro".
Clique para ler o restante do artigo de Alcino Leite Netto, publicado na Folha de S. Paulo.
Prefeito de Petrópolis encerra mostra sobre Zweig em Petrópolis
A cidade de Petrópolis tem um compromisso com a memória e a história de Stefan Zweig, reafirmou o prefeito Paulo Mustrangi durante o encerramento oficial da exposição Stefan Zweig Vive! que, desde sua inauguração em 14 de janeiro, já recebeu mais de 1 mil 200 visitantes. A cerimônia contou um numeroso público e personalidades como o presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, Charles Rossi, que saudou a cooperação com a Casa Stefan Zweig, e o embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer, que destacou a dicotomia entre euforia e desesperança, o Brasil do futuro e o mundo de ontem em que o escritor austríaco viveu.

Em seguida, uma palestra conjunta do presidente da CSZ, Alberto Dines, e do pró-reitor de Cultura e Extensão da Universidade Estácio de Sá, o escritor Deonísio da Silva que está finalizando um livro sobre Lotte, a segunda mulher de Zweig, lotou o auditório Afonso Arinos. Durante quase duas horas, o público teve oportunidade de conhecer detalhes da vida e obra do escritor.

A exposição Stefan Zweig Vive! pode ser visitada até este domingo, 1º de maio, e deverá seguir para o Rio de Janeiro no segundo semestre. A inauguração do museu Casa Stefan Zweig está prevista para o final deste ano.
Novela póstuma de Zweig vira filme
O cineasta Patrice Leconte adaptará a novela póstuma de Zweig Viagem ao passado (Le voyage dans le passé), informa o Le Figaro. O texto foi descoberto no ano passado, 68 anos depois de sua morte. Zweig é um dos autores cujas obras mais foram adaptadas para a sétima arte, como Medo, de 1910 (a história de um adultério adaptada em 1928 para o cinema por Hans Steinhoff e, depois, em 1954 por Roberto Rosselini, com Ingrid Bergman no papel principal) ou Carta de uma desconhecida, texto de 1922 levado à tela por Max Ophüls em 1948. Clique no link para ler a matéria (em francês) e ver um trecho do filme de Ophüls
Governo alemão doa R$ 140 mil para reforma da casa de Zweig
O embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfried Grolig, e o cônsul-geral no Rio de Janeiro, Michael Worbs, anunciaram no dia 18 de fevereiro em Petrópolis uma verba de 62 mil euros (R$ 140 mil) para a reforma da última casa de Stefan Zweig. O financiamento é do programa de conservação de cultura do governo alemao. Os diplomatas vistoriaram a obra, onde foram recebidos pelo engenheiro Mario Azevedo.Durante solenidade no Theatro S. Pedro que contou com a presença do ministro do Turismo, Pedro Novais e dos prefeitos de Petrópolis, Paulo Mustrangi, e Teresópolis, Jorge Mario Sedlacek, o embaixador Grolig informou que durante o Ano da Alemanha no Brasil, em 2013, deverão ser realizados eventos na casa, como palestras e mostras. Os diplomatas e suas esposas visitaram ainda a exposição sobre Zweig no Centro de Cultura Raul de Leone e a Biblioteca Municipal para conhecer a coleção particular de livors do escritor austríaco e se disseram impressionados com a organização e a preservação da memória local.

Leia a seguir a matéria que saiu no jornal Tribuna de Petrópolis no dia 20/2/2012:
Turistas e petropolitanos vão ganhar um presente cultural - a Casa Stefan Zweig - nunca antes aberta ao público, será transformada em museu - um Memorial do Exílio - destinado a divulgar as obras do autor austríaco e de outros artistas, intelectuais e cientistas que se refugiaram no Brasil durante o período de 1933 a 1945 e que contribuíram para a cultura, as artes e a ciência do país. A reforma da casa, localizada na Rua Gonçalves Dias, no Valparaíso, está orçada em R$ 600 mil, foi iniciada há dois meses e tem conclusão prevista para o mês de fevereiro de 2012, quando a morte de Zweig completa 70 anos. O projeto de revitalização da Casa Stefan Zweig, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde os anos 80, é assinado pelo arquiteto Miguel Pinto Guimarães. A Casa Stefan Zweig pretende estabelecer parcerias com entidades afins, oferecendo acesso on line a pesquisadores e ao público em geral, e criar estímulos para pesquisa acadêmica sobre a obra de Zweig e a literatura do exílio em geral através de bolsas de estudos e concursos.

Para viabilizar o início das obras, o programa de conservação da cultura do governo alemão doou 62 mil euros, mais de R$ 140 mil, à Casa Stefan Zweig, que é uma entidade cultural de direito privado, sem fins lucrativos. “Além da política, economia, ciências e pesquisas a Alemanha e o Brasil também têm atividades culturais em comum. Stefan Zweig foi um ponto importante entre a Europa e este país, principalmente Petrópolis, porque morou aqui durante um momento importante da nossa história. Por isso nos sentimos na obrigação de ajudar a preservar a memória deste escritor austríaco tão importante. Em 2013, durante as comemorações do Ano da Alemanha no Brasil, serão organizados diversos eventos na Casa Stefan Zweig como forma de dar a ideia do que é a Alemanha contemporânea”, explicou o embaixador alemão Wilfried Grolig. O escritor Stefan Zweig e sua segunda mulher, Lotte Altmann, escolheram o Brasil como refúgio às atrocidades do nazismo que eram cometidas na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
Exposição "Stefan Zweig vive!", em Petrópolis, Rio de Janeiro
Zweig em três tempos
Leia matéria que saiu no jornal O Globo sobre a mostra SZ em Petrópolis e os planos do futuro museu.
A alma gêmea de Zweig

Alma gêmea de Stefan Zweig, também judeu, também humanista, igualmente perseguido pela intolerância que encontrou no Brasil uma "terra da promissão", o português Ambrósio Fernandes Brandão nasceu em meados do século XVI, viveu algumas décadas no Brasil, foi senhor de engenho em Pernambuco e Paraíba e em 1618 escreveu Os Diálogos das Grandezas do Brasil. A obra permaneceu inédita por mais de 200 anos e anônima cerca de 300 anos até que historiadores do porte de Adolfo Varnhagen, Capistrano de Abreu, Rodolfo Garcia e José Antonio Gonsalves de Mello conseguiram identificar o seu autor através do acrônimo de um dos interlocutores, Brandônio. Com 323 anos de intervalo, estes dois refugiados anteciparam o milagre brasileiro. Clique para ler a íntegra da palestra de Alberto Dines na Fliporto (VI Festa Literária Internacional de Pernambuco) em Olinda, em 15 de Novembro de 2010, que homenageou Clarice Lispector e teve como tema central a presença judaica na literatura ibero-americana.

Viagem ao exílio
Este site é um espaço aberto a trabalhos de pesquisa e universitários sobre Stefan Zweig, sua vida, sua obra e sua época. Friderike Manthey nos enviou de Berlim a sua tese de mestrado que compara a literatura de viagem sobre o Brasil que Zweig escreveu com suas anotações pessoais (cartas, diários) durante a época do exílio. O resumo de seu trabalho, em alemão, breve estará traduzido.
Novas doações
O nosso site registra mais um conjunto de livros doados para o acervo da CASA STEFAN ZWEIG, dessa vez, pelas filhas de Karl Lieblich, pai de Eva Lieblich Fernandes e Judith Patarra, e de Tobias Cepelowicz. Clique para ver a lista de doações recebidas até agora.
As cartas sul-americanas de Zweig e Lotte
Stefan Zweig sempre se correspondeu intensamente com os principais expoentes das artes na Europa e no mundo. Mas à medida que a guerra avancava, ficou difícil para ele manter contato com amigos e colegas. Poucas cartas destes seus últimos anos ficaram conhecidas. Os historiadores Darién J. Davis, do Middlebury College, Vermont, e Oliver Marshall, de Sussex, Inglaterra, resgataram as principais cartas escritas pelo casal Stefan e Lotte Zweig na Argentina e no Brasil. Além de jogar uma importante luz sobre este período da vida de Zweig, os autores fazem Lotte, a segunda mulher, emergir da sombra de seu marido.
Stefan Zweig está vivo – em Salzburg & adjacências!
Stefan Zweig lebt!(*), Stefan Zweig está vivo. Desde que morreu. Sua “pós-vida” (que os ingleses chamam de after-life), ultrapassa em oito anos as seis décadas que viveu. O epílogo da sua biografia já ultrapassou as dimensões de capítulo e assume-se como um livro à parte, tão rico quanto a tumultuada existência. Clique para continuar lendo o texto de Alberto Dines sobre a presença do escritor no Festival de Salzburgo de 2010.
Zweig no festival de Salzburg e palestra sobre "Zweig no país do futuro"
Zweig foi um dos principais temas do festival de Salzburgo, que completou 90 anos. Sua novela Angst (Medo) estreou no palco, o ator Klaus Maria Brandauer recitou um texto do escritor austríaco e a CASA STEFAN ZWEIG se fez presente na cidade natal de Mozart com uma palestra de Alberto Dines sobre Zweig no país do futuro. Estiveram presentes a representante da Williams Verlag em Zurique, Lindi Preuss, o secretário-geral do Zukunfsfonds austríaco, embaixador Richard Wotawa, o secretário-geral da Sociedade Internacional Stefan Zweig, Hildemar Holl e o diretor do Centro Stefan Zweig de Salzburg, Klemens Renoldner.

Clique aqui para ler o texto completo da palestra de Alberto Dines em Salzburg.
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Zweig e Ben Huebsch, o editor nova-iorquino
Na fotografia, gentilmente enviada para a CASA STEFAN ZWEIG pelo professor Jeffrey Berlin, Zweig e seu editor norte-americano, Ben Huebsch, da Viking Press.

casa
Zweig e suas coleções de manuscritos
Stefan Zweig foi dono de uma das maiores coleções de autógrafos e manuscritos. Clique para ler a matéria (em inglês) do jornalista Stephen Maughan publicada na revista virtual Fine Books & Collections.
Um memorial para Zweig
Leia a matéria de Wolfgang Kunath (em alemão) sobre a reforma da casa de Zweig em Petrópolis na revista virtual Brasilien-Nachrichten.
IPHAN aprova novo projeto
O IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovou as plantas para a reforma para a Casa Stefan Zweig em Petrópolis. O novo projeto, do escritório do arquiteto Miguel Pinto Guimarães, prevê uma escadaria pontuada por vários espaços multiuso para eventos, concertos, debates. As obras devem começar dentro de alguns meses.

casa
Lula homenageia Souza Dantas
Em discurso na Knesset na última segunda-feira (15/3), o presidente Lula criticou a política expansionista de Israel, mas lembrou: "Venho de um país que recebeu dezenas de milhares de imigrantes judeus, perseguidos em suas terras de origem pela intolerância étnica, cultural e religiosa. Muitos deles puderam chegar ao Brasil graças a dois funcionários humanistas que honram a diplomacia brasileira: dona Aracy, do Consulado de Hamburgo, e o embaixador Souza Dantas, de nossa legação em Paris." Leia mais sobre Luiz Martins de Souza Dantas, o diplomata que ficou anos relegado ao ostracismo até ter a memória resgatada pelo historiador Fabio Koifman, da equipe CSZ.
Presidente do Festival de Salzburgo visita casa Stefan Zweig
A presidente do Festival de Salzburgo, Helga Rabl-Stadler e o diretor musical Markus Hinterhäuser foram a Petrópolis em 5/3/2010 para visitar a casa onde Stefan e Lotte Zweig moraram. A novela Medo (Angst) de Zweig, está sendo encenada este ano no Landestheater de Salzburgo como parte das homenagens pelos 90 anos do tradicional festival cultural, que este ano vai de 25 de julho a 30 de agosto (clique para ver o programa).

Novo banner em Petrópolis

Um escritor polêmico - ontem, hoje, sempre
Artigo publicado na London Review of Books acerca do lançamento, em inglês, das memórias de Zweig, mostra como o escritor gerou violentas críticas por parte de seus contemporâneos.
Zweig em alta na França
Zweig continua sucesso de vendas, principalmente na Franca, onde a Flammarion lançou um novo livro de Laurent Seksik, Les derniers jours de Stefan Zweig, obra de ficção que revive os últimos dias de Zweig em Petrópolis. A foto acima ilustra o incrível e duradouro interesse francês pelo escritor austríaco. Há meses, livros de Zweig estao nos primeiros lugares das listas dos mais vendidos. Sua obra Viagem ao passado), inédita até então, vendeu mais de 200 mil exemplares desde o lançamento, em outubro de 2008 (sendo 100 mil só nos primeiros dois meses). Este sucesso de vendas gerou uma série de reedições de livros do escritor e de biografias. Assim, não é cena rara nos metrôs parisienses ver gente mergulhada em alguma obra de Zweig. Segundo um crítico, o sucesso de Zweig até hoje entre o público francês se deve ao fato de ele fazer uma "arqueologia em nossas almas".


foto © Rafael Casé
A íncrível história do capitão Américo dos Santos
Surpresas da Internet: através deste website da CASA STEFAN ZWEIG, o engenheiro português Henrique Marques dos Santos descobriu o livro que a escritora belga Rosine de Dijn escreveu sobre o seu pai, o capitão Américo dos Santos. O navio do destino conta como, durante toda a II Guerra Mundial, Américo dos Santos pilotou o navio Serpa Pinto através das conturbadas águas do Atlântico, transportando tanto judeus refugiados quanto nazistas que voltavam para lutar nas tropas de Hitler.

Clique aqui para ler a resenha de Marlen Eckl sobre o livro, que está sendo traduzido para o português por Marina e Kristina Michahelles e deverá ser lançado no segundo semestre pela Editora Record.

E clique aqui para ler o email que recebemos do filho do capitão.
Morre o Dr. Juljan Czapski
Morreu no último dia 12 de janeiro aos 84 anos de idade um refugiado da Segunda Guerra que se tornou um médico famoso no país que o acolheu: o Dr. Juljan Czapski, (ou simplesmente "doutor", como era chamado). Nascido na Polônia, chegou ao Brasil aos 14 anos de idade e aqui foi o grande idealizador da "medicina de grupo". Ao lado disso, Dr. Juljan marcou presença em áreas tão variadas como da cultura e meio ambiente. Segundo sua filha, a jornalista Silvia Czapski, que está escrevendo um livro sobre ele, "Dr Juljan tinha mais planos e projetos de que eu mesma. Fiquei impressionada, nos últimos meses, com o número de pessoas comentando sua integridade, suas lutas e ideais, suas realizações e brigas em prol de um mundo mais justo." Leia mais sobre a saga da chegada da família Czapski ao Brasil.
Série na TV: Os refugiados no país do futuro
O quarto e último episódio – Os refugiados no país do futuro – da série especial sobre os setenta anos do início da Segunda Guerra Mundial feita pelo Observatório da Imprensa na TV Brasil foi ao ar no último dia 1/12, com depoimentos de exilados que vieram para o Brasil e historiadores.
No editorial que abriu o programa, Alberto Dines falou sobre o drama de Stefan Zweig, o mais célebre refugiado europeu que buscou abrigo no Brasil durante a guerra. Clique para mais detalhes sobre a série e para ver os diferentes episódios.
Novas cartas inéditas
Quantas cartas escreveu Stefan Zweig ao longo da sua vida? Uma seleção da sua correspondência geral ocupa quatro pesados tomos, a correspondência com a primeira mulher é volumosa. Não deveria causar surpresas o aparecimento de uma coleção de cinco cartas inéditas dirigidas a um desconhecido primo em Israel.

Veja o comentário de Alberto Dines e a notícia sobre as cartas no jornal Haaretz.
Caderno Mais+ dedicado a SZ
Brasil, um país do futuro mais atual do que nunca: o suplemento cultural Mais+ do jornal Folha de S.Paulo é todo dedicado ao escritor austríaco. Vá na seção Stefan Zweig e procure em Textos os ensaios dos historiadores José Murilo de Carvalho e Ronaldo Vainfas, do antropólogo Hermano Vianna e da socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho, entre outros.
Video sobre CSZ
Um vídeo sobre a história da iniciativa CASA STEFAN ZWEIG pode ser visto online. Volte bem em cima na coluna verde à direita e clique.
Simpósio em Fredonia
Especialistas europeus e americanos se encontraram na State University of New York em Fredonia em um simpósio sobre Stefan Zweig e suas conexões transatlânticas. A historiadora e especialista em Literatura do Exílio, Marlen Eckl, fez uma conferência durante o evento e exibiu um vídeo sobre a CASA STEFAN ZWEIG. Marlen Eckl é tradutora para o alemão da biografia Morte no Paraíso, de Alberto Dines.
O cineasta brasileiro Sylvio Back exibiu o seu longa-metragem Lost Zweig e falou sobre O gesto insondável, além de lançar a edição bilíngüe (português-inglês) do roteiro do filme publicado pela Imago (RJ, 2008). A Universidade de Fredonia possui o maior arquivo iconográfico de Zweig nos EUA, inaugurado em 1981, centenário de nascimento do escritor. Clique para ler os artigos que saíram sobre o encontro no jornal local de Fredonia, o Observer.


Symposium examines Austrian author
By MICHAEL RUKAVINA, OBSERVER Staff Writer



SUNY Fredonia to host international symposium
CSZ ganha Acervo Izabela Kestler
Com imensa tristeza, mas também grande gratidão, a CASA STEFAN ZWEIG comunica a generosa doação do acervo de literatura do exílio recebida pela família da germanista e professora Izabela Kestler, tragicamente falecida em junho durante o voo da Air France. Nosso “muito obrigado” é dirigido especialmente ao marido, Milton Correa Lopes Junior, à irmã, Izana Sampaio e aos pais de Izabela. Com este gesto, eles tornam a preciosa coleção de livros, revistas, manuscritos, cartas e fitas-cassete com depoimentos originais de refugiados de fala alemã no Brasil acessível a pesquisadores no Brasil e do mundo inteiro. O material já está sendo catalogada e passará a integrar o acervo da futura CASA STEFAN ZWEIG em Petropolis. A equipe que está construindo o Memorial do Exílio, sob a coordenação do historiador Fabio Koifman, busca agora patrocínios para digitalizar os depoimentos e para organizar o Fundo Izabela Kestler. Prestamos nossa homenagem póstuma à pesquisadora que, num trabalho incansável, ao longo de mais de duas décadas, realizou um trabalho importantíssimo para a memória da história do exílio no país. Clique para ver a lista preliminar de títulos que estão sendo catalogados.

"Um novo mundo de estímulos visuais"
Vários leitores nos escrevem, contando como a obra de Zweig impactou as suas vidas. Os desenhos do artista André Tavares (nanquim, grafite e carvão) que estamos publicando fazem parte da série Confusão de sentimentos. Inspirado em alguns contos de A Corrente e na novela Êxtase da Transformação, Tavares recorreu ainda à biografia escrita por Alberto Dines e à iconografia remanescente da passagem de Zweig e Lotte pelo Brasil. "Tenho trabalhado com a paisagem montanhosa de Petrópolis e especulado sobre o encontro de Zweig com essa natureza um tanto mágica que ele encontrou por lá - um novo mundo de estímulos visuais", escreve-nos o autor, professor de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo e que está organizando um núcleo de pesquisa interessado nas fronteiras de artes visuais e literatura.


Desenhos de André Tavares:






Aos 101 anos, morre o arquiteto Alexandre Altberg
Morreu no último dia 15 de agosto, aos 101 anos, Alexandre Altberg, arquiteto da Bauhaus que se refugiou no Brasil antes da Segunda Guerra Mundial e se tornou aqui famoso pelas suas obras. Altberg foi sepultado domingo dia 16 no Parque das Orquídeas em Marilia, interior de São Paulo. Sua história está ligada à de Zweig: foi o jovem arquiteto quem, em 1940, levou o casal Lotte Zweig em seu carro a um evento em prol dos refugiados de guerra. Alexandre Altberg, um comunista que considera Zweig "elitista", autor de prédios em estilo Bauhaus no Rio, fez 100 anos em junho e foi entrevistado para a CSZ por Jörg Trettler em Marilia no ano passado.
Fotos
Veja aqui imagens de Stefan Zweig e da Casa Stefan Zweig em Petrópolis, Rio de Janeiro.


Stefan Zweig e seu irmão Alfred
Quase 70 anos depois, Morin revive ideias de Zweig
Como Stefan Zweig, o filósofo, sociólogo, historiador e economista francês Edgar Morin também acredita que o Brasil seja "o país do futuro", se conseguir vencer seu maior obstáculo: a corrupção. Morin sugere uma reforma no campo educacional baseada em transdisciplinaridade e no incentivo ao princípio da solidariedade. Assim como vaticinou Zweig, os trunfos do Brasil em relação ao restante do mundo, diz Morin, estão na miscigenação cultural e na biodiversidade da Amazônia. Se o país souber aproveitar isso, assegura, poderá assumir a liderança mundial num projeto reformista que implique uma mudança multidimensional "conduzida por homens de boa vontade para criar uma nova civilização". Leia a entrevista completa que Edgar Morin deu ao jornal O Estado de S. Paulo.
Na Espanha, correspondência com Hesse e memórias de Friderike
A rica e longa correspondência entre Stefan Zweig e Hermann Hesse - "outro pacifista e "grande europeu" - ao longo de mais de três décadas e o livro de memórias da primeira mulher, Friderike, acabam de sair na Espanha. Clique para ler a crítica que saiu na edicao do dia 4 de julho de 2009 no suplemento literário do jornal El País.
O doutorado de volta, 62 anos depois
Judeu, Stefan Zweig perdeu em 1941 o título de Dr. phil. em Filosofia, adquirido em 1904 na Universidade de Viena com a dissertação A filosofia do Hipólito Taine). Só em 2003, quase 60 anos depois do fim do nazismo, a Universidade de Viena lhe devolveu o título postumamente. O Livro Memorial para as Vítimas do Nazismo da Universidade de Viena está acessível para todos desde junho de 2009 e contém aproximadamente 2.200 nomes e minibiografias de vítimas peerseguidas, expulsas e/ou aassassinadas pro razoes étnicas ou políticas. Eram professores, docentes, estudantes. A lista está sendo acrescida gradualmente, à medida em que forem surgindo novos nomes. Mais detalhes: gedenkbuch@univie.ac.at ou por telefone +43-1/4277-41236 (Dr. Herbert Posch e Katharina Kniefacz, Departamento para Históira Contemporânea, Universidade de Viena).
Journey into the past
A Pushkin Press de Londres, que está reeditando os títulos de Zweig, informa que o lançamento do livro Journey into the past, no último dia 25 de junho, no Fórum Cultural Austríaco (Austrian Cultural Forum) de Londres, foi um sucesso de público. "A tradutora Anthea Bell fez uma apresentação junto com o escritor Paul Bailey, responsável pela introdução da edição de Journey into the Past, escreve-nos Laura Hugo, da Pushkin Press.
Ainda este ano, a Pushkin Press lançará The World of Yesterday (novembro). Em janeiro de 2010, será a vez de Fear, ambas em traduçoes da premiada Anthea Bell.
Leia a crítica que saiu no jornal
The Independent
"O que você está lendo, Richard Brody?"
Blogueiro da revista New Yorker comenta a autobiografia de Zweig, O mundo que eu vi.
A mulher silenciosa
É a velha história (sempre renovada) do velho apaixonado que é ludibriado pelos mais jovens: A mulher silenciosa, de Richard Strauss, com libreto de Zweig, encerrou no fim de semana mais uma bem-sucedida temporada na Ópera de Viena. O próprio compositor, Ricard Strauss, costumava dizer que era "o melhor libreto para uma ópera cômica desde o Figaro“. Veja a crítica (em alemão) que saiu no jornal Die Presse.
Stefan Zweig, superstar secreto
Leia aqui o texto (em inglês) da ex-correspondente do New Yorker em Londres, Julie Kavanagh, biógrafa de Nureyev, publicado no suplemento More Intelligent Life, do The Economist, por ocasião do lançamento da novela inacabada Postfräuleingeschichte (História da Moça do Correio).
CSZ no Dia da Língua Alemã
A CASA STEFAN ZWEIG participou do Dia da Língua Alemã, realizado no dia 17 de junho, com uma palestra de Alberto Dines no Museu Imperial. Organizado pela Universidade Católica de Petrópolis, o evento tinha por objetivo divulgar aspectos da história, da educação e das novas perspectivas na Áustria e na Alemanha e contou com a presença do cônsul da Áustria, Peter Waas. Na foto, Alberto Dines com o diretor do Museu Imperial de Petrópolis, o historiador Maurício Vicente Ferreira Júnior.


fotos: Jörg Trettler
Simpósio em Fredonia
Clique para entrar no site do Simpósio sobre Stefan Zweig a se realizar em outubro em Fredonia, NY. A iniciativa CASA STEFAN ZWEIG também será apresentada.
Professora Izabela Kestler, 1959-2009, in memoriam
Profundamente chocada com o trágico acidente ocorrido com o voo 447 da Air France, a equipe da CASA STEFAN ZWEIG se solidariza na dor com os parentes, amigos, alunos e colegas da professora Izabela Maria Furtado Kestler. Autora de uma obra fundamental Exílio e Literatura, São Paulo: Edusp, 2003 – Izabela Kestler foi apoiadora entusiasmada de primeira hora da CASA STEFAN ZWEIG, da qual integrava a Comissão de Acervo e Pesquisa.
Clique para ler a nota publicada pela Sociedade Alemã para a Pesquisa sobre o Exílio.
Novo livro apresentado em Berlim, Munique e Hamburgo
Mais de cem pessoas estiveram presentes na embaixada do Brasil em Berlim no dia 4 de junho para conhecer o projeto CASA STEFAN ZWEIG e o livro Stefan Zweig no país do futuro, de Alberto Dines. O livro também foi apresentado em Munique e Hamburgo. Abaixo, fotos da palestra do autor no dia 20 de maio para uma eclética plateia no Baukurs Jardim Botânico.


fotos: Jörg Trettler
A "cultura da esperança" em Zweig
Leia o texto de Alberto Dines, escrito para a sessão de encerramento do 21º Fórum Nacional, Rio de Janeiro, de 19 a 21 de maio de 2009 no BNDES.
Jeffrey Berlin sobre Stefan Zweig no país do futuro
Um dos maiores especialistas sobre literatura alema no exílio, o professor Jeffrey Berlin ressaltou a diversidade de novos aspectos abordados no livro Stefan Zweig no país do futuro. Leia na íntegra o email enviado para Alberto Dines.
Escolas Stefan Zweig no mundo
Três escolas - uma em São Paulo, outra em Petrópolis e a terceira em Endingen, no sul da Alemanha - foram batizadas em homenagem ao escritor austríaco. A CASA STEFAN ZWEIG vai apresentar aqui uma a uma, começando pela Escola Estadual Stefan Zweig em São Paulo.


Magazine Littéraire
A última edição (maio) da revista Magazine Littéraire dedica a capa a Stefan Zweig e contém um dossiê de 26 páginas sobre o escritor com fotos inéditas e um texto inédito sobre "Os Estados Unidos da Europa" (de 1932).
Clique para conhecer o sumário do conteúdo
Resenha na Revista de História
Leia aqui a resenha publicada na Revista de História da Biblioteca Nacional, julho de 2009.
Imprensa dá destaque a novo livro sobre SZ
O Caderno Ideias do Jornal do Brasil, a Deutsche Welle online e o blog do jornalista Luciano Trigo deram destaque ao novo livro de Alberto Dines, Stefan Zweig no país do futuro. Confira.

Clique aqui para ler:
Deutsche Welle
Jornal do Brasil
Máquina de escrever (blog de Luciano Trigo)
Morre no Peru o cônsul Steinberger

Alberto Dines e o cônsul Steinberger, abril de 2009. Foto: Jörg Trettler

A equipe da CASA STEFAN ZWEIG, consternada, expressa seus sentimentos à família, aos amigos e aos colegas do cônsul austríaco Reinhold Steinberger, falecido no dia 30 de abril em Ica, no Peru. Cônsul-geral no Rio de Janeiro há vários anos, Steinberger foi um entusiasta de primeira hora da ideia de reformar a casa onde Stefan Zweig morou e morreu em Petrópolis. Ele sempre apoiou a iniciativa. Ofereceu a sua residência para o lançamento oficial do projeto CASA STEFAN ZWEIG; em 2006. Uma semana antes, no mesmo local, na presença do embaixador Hans-Peter Glanzer, foi anfitrião da cerimônia em que o presidente da CSZ, Alberto Dines, recebeu a Ordem do Mérito Austríaca para a Ciência e as Artes. Steinberger morreu precocemente, aos 55 anos de idade, num desastre de automóvel. A mulher Jane Steinberger, que o acompanhava na viagem para conhecer as linhas de Nazca, ficou presa nas ferragens, mas sofreu apenas escoriações. Reinhold Steinberger foi enterrado nos próximos dias na Áustria. Deixou a mulher e dois filhos.
SZ no país do futuro
"Utopia ou miopia, projeto político ou prospecto turístico – Brasil, um país do futuro, de Stefan Zweig, ainda não é consenso. É um debate, questão em aberto. Uma coisa é certa: raros são os livros de viagem que conseguiram produzir um aposto com tal grau de aderência”. Assim começa Stefan Zweig no país do futuro – a biografia de um livro, de Alberto Dines, jornalista, biógrafo de Zweig e presidente da CSZ.
Um telescópio na alma
Leia o discurso de Alberto Dines por ocasião da condecoração com a Medalha da Ordem do Mérito da Áustria para as Ciências e as Artes...
Uma ponte entre o "Mundo de ontem" e a Áustria de hoje
... e veja o discurso do embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer.
Salzburg-Petrópolis
Em mensagem de felicitações, o presidente da Sociedade Internacional Stefan Zweig, Hildemar Holl, manifestou o desejo de estreitar os laços entre o novo Centro Stefan Zweig de Salzburg e a CSZ.
Dines ganha Medalha da Ordem do Mérito para Ciências e Artes da Áustria

Foto: Fabio Steinberger

Pelo seu incansável engajamento em prol da memória do escritor Stefan Zweig, o presidente da Casa Stefan Zweig, Alberto Dines, foi condecorado no dia 22/4 pelo embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer com a Medalha da Ordem do Mérito da Áustria para as Ciências e as Artes.
Conexões transatlânticas de Zweig
Um simpósio na Universidade de Fredonia discutirá de 1 a 3 de outubro a vida e a obra de Zweig com ênfase em suas conexões transatlânticas. Durante o evento será exibido o filme Lost Zweig de Sylvio Back.
Contato: Birger Vanwesenbeeck pelo e-mail vanweseb@fredonia.edu.
Há a possibilidade de permanecer depois do simpósio para pesquisar nos arquivos Zweig da universidade, uma das coleções mais ricas do mundo sobre o autor.
Postfräuleingeschichte entre as melhores traduções de 2008 para o inglês
Um livro de Stefan Zweig publicado depois de sua morte, Postfräuleingeschichte (História da moça do correio), foi para a lista das melhores traduções para o inglês em 2008 do New York Review of Books: The Post-Office Girl, traduzido por Joel Rotenberg. É a primeira edição americana desta obra inacabada, escrita em 1931 e publicada no Brasil como Êxtase da Transformação" (Cia. das Letras) e em alemão como Rausch der Verwandlung. A versão cinematográfica escrita pelo próprio Zweig e seu grande amigo, Berthold Viertel, intitulada Das gestohlene Jahr, também foi filmada postumamente.
Serpa Pinto, o navio do destino
Refugiados do nazismo vindo de Lisboa para o Brasil. Alemães voltando para lutar ao lado do Führer na pátria. Um livro conta a fantástica saga do navio de passageiros que passou a guerra inteira cruzando o Atlântico. A resenha é da pesquisadora Dra. Marlen Eckl.
Visite o Centro Stefan Zweig em Salzburg
Clique para entrar no site (em língua alemã) do Centro Stefan Zweig em Salzburg, na Áustria, onde o escritor morou de 1919 a 1934.
Zweig no taz
O jornal taz, editado em Berlim com uma tiragem de 45 mil exemplares por dia, dedicou uma página a Stefan Zweig e à sua casa em Petrópolis.
Clique para ver o artigo (em alemão).
Viagem ao passado
Viagem ao passado, relato de uma paixão, está sendo um dos sucessos de venda na França, país onde há 43 títulos de Zweig disponíveis em formato livro de bolso, totalizando 4 milhões de exemplares vendidos. O maior sucesso continua sendo Xadrez, com 900 mil exemplares vendidos (livro regularmente usado em sala de aula), seguido por Vinte e quatro horas na vida de uma mulher, 530 mil, Confusão de sentimentos, 350 mil e Amok, 300 mil exemplares vendidos. Veja aqui uma resenha sobre a novela de Zweig publicada no Le Figaro de Paris em dezembro de 2008.
Cartas Zweig-Segall
O catálogo da exposição Navio de emigrantes contém a correspondência entre Stefan Zweig e Lasar Segall em fac-símile. Custa R$ 60 e pode ser obtido na recepção do museu Lasar Segall em São Paulo.
Marcel Reich-Ranicki sobre Zweig
Em dois artigos publicados no prestigioso jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, o crítico Marcel Reich-Ranicki, conhecido e temido por sua língua afiada, afirma que, apesar de alguns "defeitos" literários, Zweig continua mais popular do que nunca.
Simpósio discute exílio
A busca de uma nova orientação pelos intelectuais, escritores e outros artistas, depois da experiência radical do exílio, foi o tema de um simpósio da Sociedade Norte-Americana para Estudos sobre o Exílio (North American Society for Exile Studies), realizado em outubro e organizado pelo Professor Reinhard Andress da Saint Louis University (SLU). A germanista Marlen Eckl participou ao lado de cientistas de diversas partes dos EUA, da Alemanha, Áustria, Franca e Croácia.
Novo croquis da casa em Petropolis
O início da reforma da casa em Petrópolis está próximo. Clique para visualizar o novo croquis.
Como você descobriu Zweig?
Como nasceu o seu interesse por Stefan Zweig? Veja o depoimento do estudante Bruno Felipe Rothbarth Decker, 25 anos, graduando do curso de Línguas e Literaturas Alemãs da Universidade Federal do Estado de Santa Catarina...
Novo Centro SZ é inaugurado na Áustria
Foi inaugurado no último dia 28 de novembro - data de aniversário do grande escritor austríaco - o novo Centro Internacional Stefan Zweig em Salzburgo, na Áustria. Renato Bronfman, da diretoria da CASA STEFAN ZWEIG, participou da solenidade de abertura, que contou com a presença da sobrinha de Lotte Zweig, Eva Alberman. Clique aqui para ouvir uma entrevista com o diretor, Prof. Dr. Klemens Renoldner, falando (em alemão) sobre a inauguração do STEFAN ZWEIG CENTRE. Clique em http://www.unitv.org/beitrag.asp?ID=182 para vídeos (em alemão) do dia da solenidade. Ou em www.stefan-zweig-centre-salzburg.at para outros detalhes.
No alto da colina, em Salzburgo
O Centro SZ foi instalado na fortaleza de Edmundsburg, no alto do morro de Mönchsberg, com vista privilegiada da catedral (foto), do castelo e de Kapuzinerberg. No mesmo local foi instalado também o Centro de Estudos Europeus da Universidade de Salzburgo.
Nos tempos do "Stefan"
A leitora Suely Maria Santiago, da Biblioteca da PUC-SP, enviou-nos um relato comovente de suas recordações dos tempos de aluna da Escola Estadual Stefan Zweig em São Paulo. Um dos projetos da CASA STEFAN ZWEIG é estabelecer uma rede entre as várias escolas que portam o nome do escritor no mundo.
Koifman fala sobre Souza Dantas em Brasília
O historiador Fábio Koifman, docente universitário e pesquisador da CASA STEFAN ZWEIG, falou no dia 17 de novembro na Embaixada de Portugal em Brasília sobre a atuação do diplomata brasileiro Luiz de Souza Dantas durante a Segunda Guerra Mundial...
Primeira entrevista coletiva de Zweig no Brasil, 1936
Leia a entrevista coletiva em que Stefan Zweig falou sobre Maria Antonieta, Fouché e a Europa acuada pelo fascismo durante sua primeira visita ao Rio de Janeiro, em agosto de 1936. Ela saiu publicada no Jornal do Commercio em 26.08.1936. [ ... ]
Últimas fotos
A CSZ disponibiliza uma vasta coleção de fotografias de Stefan Zweig e sua época. Veja aqui duas fotos de Zweig que saíram na capa da revista Aufbau (v. VIII, nr. 9 New York, N. Y., sexta-feira, 27 de fevereiro de 1942), gentilmente cedidas pela senhora Renate Seib da Biblioteca Nacional Alemã.
Bustos de Stefan Zweig
O busto mais antigo de Stefan Zweig está em Salvador, Bahia. Foi inaugurado em 1943 e é de autoria do escultor italiano Heitor Usai (foto). Há ainda bustos de SZ em Paris e em Salzburgo...
Exposição lembra queima de livros em Salzburgo em 1938
De 30 de abril a 31 de maio, uma exposição de livros, recortes e fotos promovida pela Sociedade Internacional Stefan Zweig...
Renovado convênio CSZ/Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis
A Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis aprovou todas as contas apresentadas pela CSZ e...
CSZ estabelece parceria com Universidade e Escola
Sob a coordenação da CASA STEFAN ZWEIG, estudantes dos Departamentos de Letras e de Comunicação da Universidade Estácio de Sá, de Petrópolis, participarão de projetos na Escola Municipal Stefan Zweig de Petrópolis...
Vídeos
Veja trailers e trechos de filmes baseados em obras de SZ: La confusion de sentiments, Schachnovelle e Letter from an unknown woman...
Zweig pela lente de Augusto Malta
O leitor George Ermakoff identificou o autor da fotografia em que Zweig aparece na redação da revista Ilustração Brasileira ao lado de seu cicerone do Itamaraty, Jimmy Chermont: é o famoso Augusto Malta.
Novas doações de livros e documentos
Desde maio de 2007, a CSZ vem recebendo livros e documentos para o acervo do futuro museu em Petrópolis. A coleção acaba de receber da Williams Verlag (Sonia Dobbins e Lindi Preuss) uma caixa comemorativa com 10 das principais obras de Zweig, e da embaixada da Áustria em Brasília, dois volumes - um em alemão e outro em inglês - sobre os campos de trabalhos forçados na Áustria entre 1938 e 1945. Em outubro, o acervo ganhou um importante acréscimo com doações de obras de Zweig traduzidas para o francês, recebidas de Tobias Cepelowicz. Em setembro, a CSZ ganhou folhetos sobre as relações entre Áustria e o Brasil desde o império, doados pelo embaixador austríaco Werner Brandstetter. Contacte-nos se você tiver livros de ou sobre Zweig e sua época.
Bem-vindos
Bem-vindos ao mundo de ontem, hoje. Ao magnífico país do futuro que jamais conseguiu resolver o seu presente. À galeria dos construtores do mundo, heróis vencidos e anti-heróis vitoriosos. À confusão de sentimentos, às cartas de desconhecidas e conhecidos. Às horas estelares e aos momentos miseráveis dos quais aprendemos tantas lições.

Bem-vindos ao pacifismo, embora cientes de que o mundo está em estado de guerra permanente. Ao humanismo e à tolerância, neste mundo cada vez mais dominado pela intolerância.

Bem-vindos à Casa Stefan Zweig para conhecer o homem, o escritor, sua vida, sua obra e sua legião de amigos – de ontem e de hoje – e compartilhar seus ideais e esperanças.

Alberto Dines, presidente da Casa Stefan Zweig

Postais
Selecione um belo cartão do Rio de Janeiro dos anos 30, quando Zweig visitou o Brasil pela primeira vez.
Stefan e Selma
A homenagem da jovem e ardorosa admiradora que o escritor, infelizmente, jamais pôde conhecer, em tradução inédita para o português...
 
zukunftsfounds

Exposição
65 anos de Xadrez (Schachnovelle)
[clique para ver]

Documentário, 2009
Clique aqui para o filme de 8 minutos sobre a CASA STEFAN ZWEIG